terça-feira, 28 de maio de 2013

#1 Do mundo que dá voltas

Dar um presente e escrever uma carta para uma pessoa que não era minha amiga e que, como eu, tinha passado por uma fase difícil nos últimos meses. Sobre esse ato, não vou entrar em muitos detalhes, pois é algo bem pessoal. Mas basta saber que a vida nos traz muitas surpresas e depois de ter conversado com essa pessoa e entendido tantas coisas mal explicadas que existiam entre nós, eu resolvi que o meu teste seria esse. Se eu conseguisse ser gentil, sem nenhum interesse, com essa pessoa em especial, eu estava pronta para seguir com esse projeto. Porque ser gentil com quem a gente ama, com quem está do nosso lado é super fácil. 


Sou cristã, então esse primeiro ato teve um significado ainda mais especial pra mim, porque é fácil eu dizer que amo Deus e odeio o ser humano ao lado. Relutei um pouco, senti vergonha de parecer louca, mas criei coragem e fui.
Imagine minha surpresa ao receber uma mensagem dizendo que meu gesto tinha mudado seu dia, que havia começado um tanto quanto pesado. Eu não sei ao certo o que plantei com esse gesto, mas sei que foi algo bom e é bom fazer algo que dá alegria ao outro! 


Ainda estou começando. Não tenho data pra terminar, não tenho limite de atos de gentileza por dia. Só quero "fazer o bem sem olhar a quem". Se eu fosse você, tentaria. Nada é melhor do que ver que um simples ato pode mudar o dia e até a vida de alguém! E se te chamarem de louco? "Don't worry, be happy!". Dê gargalhadas, olhe o lado bom da vida! Sorria e seja gentil. Garanto que é mais fácil e mais saudável do que guardar tristezas, ser rude ou desinteressado. Simples assim.

***

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. (Antoine de Saint-Exupéry: "O Pequeno Príncipe")

sábado, 25 de maio de 2013

Atos aleatórios de gentileza


Conheci o projeto por meio da Mariana Laudeauser, que escolheu comemorar seu aniversário de 26 anos de uma forma diferente, como contou em seu blog

Ano passado descobri o "Birthday Project", em que a querida Robyn Bomar conta a história de como ela comemorou seu aniversário de 38 anos fazendo 38 Random Acts of Kindness (Atos Aleatórios de Gentileza, em inglês) durante o dia. E a história mexeu muito comigo e resolvi fazer o mesmo esse ano!
Então listei 26 coisas para fazer durante os próximos 3 dias (por causa do trabalho não consigo fazer tudo num dia só) sem esperar absolutamente nada em troca.

Na hora eu achei a ideia brilhante! 2012 foi um ano bem complicado para mim, passei por fases difíceis e, às vezes, me sentia sozinha e toda vez que algum conhecido ou desconhecido (e quase sempre era um desconhecido) demonstrava carinho comigo, eu me sentia agraciada, me sentia verdadeiramente abençoada. Achei que com esse projeto eu poderia "retribuir" tudo o que tinha recebido. Afinal, gentileza gera gentileza.

Comecei a pensar em 27 coisas para fazer no meu aniversário, mas isso só acontecerá em outubro. Aí eu pensei: por que não começar agora? Mil coisas passaram pela minha cabeça, até que tive a ideia do meu primeiro ato, que realizei no meio dessa semana. E já sei quais serão os próximos! Escreverei um post sobre cada ato. Vou usar as palavras da Mariana para deixar bem claro minha intenção: Compartilharei ao longo dos dias nas minhas redes sociais e todos podem acompanhar. Quero deixar claro que estou fazendo isso por mim, pq é algo que quero muito fazer e estou divulgando não para receber aplausos e elogios, mas para espalhar a história adiante e tentar inspirar pessoas da mesma forma que fui inspirada.

Seja gentil você também! Garanto que vai mudar o seu dia e, quem sabe, a vida de outra pessoa!

sábado, 18 de maio de 2013

Das palavras inesperadas

Semana atípica. Que começou com uma ligação ruim e termina esperançosa. E, no meio dessa semana, algumas doses de emoções necessárias, conversas há muito adiadas, olho no olho e abraço no final.

Porque "é preciso exigir de cada um o que cada um pode dar"*. E o que eu sou e tenho não é o que o outro é e tem. E ninguém é melhor ou pior por isso, cada um vem carregado com suas próprias histórias, suas paletas de cores e sabores, seus desejos e suas limitações.

É estranho sentir paz depois de tanto caos. Mas é prazeroso se reconhecer no outro, ver que somos todos tão jovens e que temos pouco tempo (ou todo tempo do mundo?) pra viver nossos sonhos.

Do amanhã eu espero mil coisas, mas não sei quais delas se realizarão. Só me resta sonhar, criar coragem, ser valente, ser guerreira, como sempre. Tenho medo? Sim. " - Pode um homem continuar a ser valente se tiver medo? - Essa é a única maneira de um homem ser valente"**.

Mas como ouvi esses dias: "talvez essa seja sua maior decisão e no futuro o que foi ruim não fará nem reflexo na sua sombra". E minha decisão é ser feliz.

Palavras de conforto normalmente vem de onde menos esperamos.

Amém.

* O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
** As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos - George R.R. Martin


Arte do site: http://ecomh.com.br

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Do silêncio e não da falta de palavras


Ficar em silêncio não significa não ter mais o que dizer. Às vezes, significa que as palavras não ditas são mais valiosas. Não sei se o silêncio não comete erros, se é uma frase difícil de ser lida, se é ouro ou se a virtude dos loucos. Só sei que há tempo para falar e calar. E saber reconhecer isso é que faz a grande diferença.

Estar em silêncio não é não ter mais para quem escrever ou sobre o que falar, mas sim economizar forças que, antes, eram gastas desnecessariamente. Às vezes o silêncio inspira mais, faz transpirar em nós desejos e sonhos tantos. 

Ser silêncio não é estar só. Ser silêncio é ouvir mais. Ouvir o outro, quando você quer falar. Ouvir Deus falar ao coração de um jeito sublime. Ser silêncio é olhar mais, observar o mundo e suas cores. É se deixar levar por mil sabores. O sabor do beijo, o sabor do chocolate, o sabor do dissabor, o sabor do amor. O sabor do saber.

Silencio. Porque ser e estar em silêncio é, agora, estar em paz.

***

Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu...
Eclesiastes 3:1 (NVI)

sábado, 27 de abril de 2013

Dos anjos mais velhos

Sou cercada de guerreiras. Me sinto abençoada de ter exemplos de mulheres incríveis na minha vida. Hoje é aniversário da minha avó. Dona Therezinha, a carioca descendente de portugueses e ingleses. Dona de sotaque escrachado, risos incontroláveis, pernas grossas (alô, genética!) e personalidade forte. Ficou viúva cedo, criou sete filhos (sendo que uma faleceu num acidente de carro), viajou para o Japão, para Alemanha, pra Portugal, para os Estados Unidos e para inúmeras cidades do Brasil, é avó e bisavó, já quebrou a perna, operou o joelho e venceu o câncer.
Desde o ano passado, ela está morando aqui em São Paulo e eu me sinto privilegiada. Vivendo em São Paulo desde os dois anos de idade, eu a visitava apenas nas férias e agora tenho a oportunidade de vê-la toda semana, de rir das histórias dela e de sentir toda a força que ela inspira e transpira.
Ela é uma das muitas mulheres fantásticas que tenho na minha vida. Me sinto grata, me sinto abençoada, me sinto aprendiz de guerreiras.

Amo cada uma.

"Só enquanto eu respirar".

sexta-feira, 29 de março de 2013

Um sorriso muda tudo

Segunda-feira começou com algumas novidades. Consegui realizar mais uma coisinha da minha "Lista de sonhos de 2013". Sim, sonhos. Porque eu não faço mais planos depois que descobri que sou tão ansiosa que já planejo minha vida para os próximos 30 anos, no mínimo. Depois de quebrar um pouco a cara com todos os planos não realizados e expectativas frustradas, resolvi mudar o foco e viver um dia de cada vez!

No final de 2012, escrevi todos os sonhos que teria que correr atrás em 2013. Alguns posso falar e já consegui realizar: voltar para o inglês, ler dois livros por mês, ter sábados sabáticos e, o último, começar a academia. Foi isso que aconteceu na segunda-feira. E o que um sorriso tem com isso? Tudo. Simplesmente tudo. Porque não é fácil acordar cedo, deixar a preguiça de lado, ir para a academia, treinar por mais de uma hora e depois se arrumar para ir trabalhar. Sair do trabalho e duas vezes por semana ir para o inglês. Após estudar e exercitar a mente, chegar em casa arrumar tudo e fazer uma comidinha gostosa. Nada disso é fácil, mas se eu resolver encarar todas as responsabilidades e desejos com um sorriso no rosto, tenho certeza que o fardo será mais leve. "Se o que eu sou é também o que escolhi ser, aceito a condição".

No meu aniversário decidi que meu lema seria diferente esse ano: "Sorrir mais, soltar gargalhadas. Deixar para trás o que me entristece". A vida dá muitas voltas, é cheia de altos e baixos, sou repleta de responsabilidadea em casa, na rua, no trabalho, na escola... Saber lidar com tudo isso de uma forma sadia é o que fará a diferença em 2013.

Desafios, possibilidades, sonhos de 2013: continuem surgindo. Encaro tudo com um sorriso :)

*Texto de hoje inspirado nesse post da querida Sam Shiraishi que alegrou minha segunda-feira e reforçou o lema de que é preciso sorrir mais, dar mais gargalhadas, mesmo sem motivo aparente:

domingo, 3 de março de 2013

Das paulistas-cariocas

Edredon. Iogurte grego com nutella. Calvin e Haroldo. Essas eram minhas companhias no sábado de manhã. O sol estava quente lá fora, mas um possível resfriado começava a aparecer e o frio era maior que tudo.
No celular, a mensagem da paulista-carioca, minha gêmea invertida*: veio do Rio pra Sampa e o almoço estava reservado pra mim. O projeto dos sábados sabáticos voltava a ativa.
Combinamos de nos encontrar na estação Consolação e depois de muito "sobe e desce" de escada, conseguimos nos achar.

A única parada do dia foi um passeio de gordinha: Tubaína Bar. Meu lugar preferido de São Paulo, o bar fica na Augusta, vende todas as tubaínas do mundo e tem coxinha de feijão. Um lugar que a coxinha é feita de massa de feijão e tem recheio de bacon não pode ser ruim. Sempre falo do Tubaína para todo mundo e já levei marido, amigos da faculdade, melhor amiga, mãe e irmãos. Além dos refrigerantes com sabor de infância e da coxinha de feijão, o cebiche de lá (feito com Sain Peter) é muito gostoso e pra mim tem um quê de "comfort food", já que uma amiga peruana fazia os quitutes de seu país para meus irmāos e eu quando éramos menores.

O queijo coalho com mel de engenho é uma boa pedida também e me lembra as férias passadas em Arcoverde, sertão de Pernambuco. Pena que Veronica e eu não fomos tão gordinhas assim pra pedir a porção. Pra finalizar, o melhor bolo que já comi: macio, com calda quente de chocolate e raspas de cenoura em cima. Ah, devidamente acompanhado por uma café passado na hora e com gostinho de café da tarde de casa de mãe. É impossível não ser feliz numa cidade que te oferece tantos pequenos e deliciosos prazeres. E estar com uma das pessoas mais engraçadas que já conheci, faz o passeio ficar ainda melhor :)

Como o bar fica pertinho da Paulista, depois andamos pela avenida que mais tem a cara de São Paulo, conversando sobre o passado, rindo do nosso presente e sonhando sobre o futuro, mas sem muitos planos, porque no fundo gostamos de nos surpreender com o mundo ao nosso redor. A melhor coisa de ter uma amiga como Veronica é aprender sem julgar, ensinar sem ser julgada. As diferenças nos formam, nos fazem mais plenas, mais verdadeiras e, sempre, mais felizes.

*Veronica é minha gêmea invertida de estado, ela nasceu em SP e foi criada no RJ e eu nasci no RJ e criada aqui. Temos crises existenciais parecidas, TPMs alucinantes, gostamos de tortuguitas, temos biquínis iguais, temos muuuuitos irmãos (ela tem bem mais que eu), somos jornalistas que trabalham como produtoras e amamos televisão e, ah, somos perdidas e desastradas... isso explica como nos perdemos sempre nos metrôs da vida.